sábado, 3 de julho de 2010

Leb wohl, Argentina! Hermanos são limados da Copa pelos alemães mais uma vez

Ano de 2006. Pelas quartas de final da Copa da Alemanha, os argentinos empataram com os donos da casa em 1 a 1 e, nos pênaltis, foram vencidos por 4 a 2. 
Quatro anos depois, na África do Sul, os hermanos voltaram a topar com os europeus nas quartas. Dado o bom futebol apresentado desde a estreia, os nossos vizinhos - desta vez sob a batuta de seu maior ídolo, Maradona - prometiam fazer frente ao futebol germânico, mas esqueceram de prestar atenção no setor defensivo, sua maior fraqueza. Mueller não perdoou e fez o gol mais rápido deste Mundial, aos 4 minutos do 1º tempo. A Argentina reagiu e passou a atacar, sempre parando nas mãos do goleiro Neuer. Já na etapa complementar, a coisa desandou de vez para El Pibe e seus comandados quando Klose (duas vezes) e Friedrich decretaram a incontestável vitória por 4 a 0 sobre a seleção "albiceleste".
Fim de jogo para ambas as seleções, porém com destinos diferentes. A Argentina volta para casa ao tombar de novo nas quartas e de novo frente à Alemanha, sem que sua maior esperança, Messi, tivesse marcado um só gol. Já os germânicos comemoram em grande estilo a classificação para as semifinais, nas quais encaram o vencedor de Espanha x Paraguai, e podem ver Miroslav Klose, hoje com 14 gols, atingir ou até mesmo superar a artilharia de Ronaldo (15 tentos) na história das Copas ainda na atual edição.



Fonte: Globo.com

Tradição e retrospecto não garantem boa Copa

As quedas prematuras de França e Itália, assim como os fracassos de Inglaterra, Portugal e Brasil, reforçaram ainda mais um fato já comprovado na história das Copas: para ser campeão de um Mundial, não basta ter camisa, tradição e bom ou ótimo retrospecto. É preciso montar uma equipe consistente e, o mais importante,  jogar muito. Não foi o caso dos franceses, cujo técnico confiou mais no mapa astral do que no desempenho dos atletas. Os italianos se deixaram iludir pela tradição da camisa e se esqueceram que um intervalo de 4 anos faz diferença para um jogador de futebol. Ingleses e portugueses passaram da fase de grupos sem muito brilho e caíram logo nas oitavas devido ao bom futebol de seus adversários, alemães e espanhóis, respectivamente. Por último, a seleção brasileira vinha oscilando muito na atual edição do torneio - atuava bem em uma partida e caía de produção no duelo seguinte.
As seleções citadas no parágrafo anterior que me perdoem, mas definitivamente nenhuma delas mereceu se sagrar campeã mundial em solo africano. Vejo todo mundo em 2014!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Uruguai vence Gana nos pênaltis e pega Holanda nas semifinais

A América do Sul perdeu seu maior representante nesta Copa, o Brasil, porém deve se orgulhar bastante dos uruguaios. Depois de empatar com Gana em 1 a 1 no tempo regulamentar, a Celeste Olímpica administrou o resultado na prorrogação e, no último minuto, esteve muito perto de não repetir a campanha no Mundial de 1970, quando parou nas semifinais justamente por causa de Pelé e companhia. A sorte sorriu de novo para a equipe quando o ganês Gyan fez o "favor" de desperdiçar o pênalti que faria de seu país o primeiro africano achegar às semifinais de uma edição do torneio. 
A lambança forçou a decisão da vaga nos pênaltis, onde os nossos vizinhos levaram a melor por 4 a 2 (com direito a cavadinha de Loco Abreu, autor do último tento), eliminando o último representante da África neste Mundial. Na próxima terça (06/07), a partir das 15h30 (horário de Brasília), o Uruguai porá os dois pés na final se conseguir transformar a Holanda em um belo suco do qual Dunga e seus comandados não puderam experimentar. Ao contrário da nossa seleção, a uruguaia não poderá contar com um dos seus principais jogadores, Suárez, que levou o vermelho ao colocar a mão na bola e, por conseguinte, dar a Gyan um presentaço que o africano não soube aproveitar.




Fonte: Globo.com

Pitacos das quartas de final da Copa

Eu pretendia publicar até ontem os meus palpites para as partidas das quartas de final da Copa, só que a net em casa não colaborou muito e só agora posso atualizar este blog. Por isso, um dos jogos - justamente Brasil x Holanda - não poderá mais sofrer com meus pitacos porque ja rolou (eu havia apostado um 2 a 1 a favor do time de Dunga), com vitória todo mundo sabe de quem.

02/07 - 15h30 - Uruguai 1 x 0 Gana
Comentário: mesmo sendo a mais aplicada das seleções africanas, Gana deve assistir aos uruguaios costurando na sua defesa e fazendo um gol (talvez com Suárez ou Forlán).

03/07 - 11h00 - Alemanha 2 x 1 Argentina
Comentário: os hermanos vêm jogando bonito desde a sua 2ª partida neste Mundial (a goleada sobre a Coreia do Sul na fase de grupos), só que ainda apresentam problemas na defesa - algo de que os alemães podem tirar bastante proveito.

03/07 - 15h30 - Espanha 1 x 0 Paraguai
Comentário: os espanhóis demoraram a acordar para esta Copa, mas continuam mostrando porque são favoritos ao título. Provavelmente não farão muitos gols no Paraguai, dada a bem postada zaga do rival sul-americano, embora David Villa faça a diferença a favor dos ibéricos.

Tot ziens, Brasil! Suco de laranja desce bem amargo na nossa garganta

Depois de fazer um 1º tempo com belas jogadas e uma ligeira vantagem no placar (1 a 0), a Seleção fez tudo errado na etapa seguinte, permitindo a (não tão) surpreendente virada holandesa. O ostracismo brazuca em campo começou aos 8 minutos do 2º tempo, quando Julio Cesar e Felipe Melo se chocaram ao tentar interceptar a bola cruzada por Sneijder e a redonda bateu de leve na cabeça do volante antes de entrar na rede. Era o primeiro gol contra do Brasil em suas participações nos Mundiais. 
Abalados pelo empate, os jogadores brasileiros dificilmente chegavam ao ataque porque erravam muitos passes e caíam facilmente na marcação da Laranja Mecânica. Aos 22 minutos, o jogo ficou ainda mais azedo para os comandados de Dunga: durante uma cobrança de escanteio, Kuyt estava livre de qualquer marcação e desviou a bola para Sneijder, que só teve o trabalho de usar a cabeça para anotar o virote. O último gole de suco de laranja amargo veio seis minutos depois - Felipe Melo (sempre ele...) recebeu o cartão vermelho após meter um pisão em Robben. O Brasil ainda levaria um pouco de perigo à Holanda nos acréscimos, quando tentou recobrar a esperança em dois escateios seguidos, antes de o juiz apitar o fim do jogo e, por tabela, do sonho do hexacampeonato em terras africanas. Pela segunda vez consecutiva, a Seleção se despediu de uma Copa nas quartas de final, diante de um adversário europeu e apresentando um futebol bem abaixo do esperado (com a diferença de que ao menos começara a partida com o pé direito).



Fonte: Globo.com

Por que o Brasil caiu fora da Copa da África do Sul?

Toda vez que a seleção brasileira é eliminada de uma Copa do Mundo, muitos torcedores mal esperam o juiz apitar o fim da partida e já começam a procurar os culpados pela "tragédia" (vamos combinar que sair de um torneio pela porta dos fundos não é o fim do mundo). Não foi diferente ontem, quando os nossos representantes prometeram tirar suco da Laranja Mecânica, mas foram descascados por Sneijder e companhia. Sobrou até para Mick Jagger, intitulado o pé-frio da Copa só porque EUA e Inglaterra tombaram nas oitavas justamente quando eram apoiados pelo rockstar inglês. Crenças à parte, o fato é que uma conjuntura de fatores pode explicar melhor o que aconteceu com uma equipe que, sob o comando do agora ex-técnico Dunga, fracassou de forma dramática embora tivesse condições técnicas e táticas de apanhar a taça na África do Sul:

1) Banco sem boas opções
A equipe titular estava bem montada, porém a reserva ficou devendo em sua composição. Em nome do princípio de compromisso com a Seleção, Dunga deu preferência a atletas contestados e/ou em má fase em seus respectivos clubes como Julio Baptista, Josué e Kléberson. Há quem defenda que o ex-capitão do escrete canarinho deveria ter convocado veteranos como Roberto Carlos e Ronaldinho Gaúcho, bem como as revelações Ganso e Neymar, mas discordo frontalmente de tais propostas. O Roberto Carlos de hoje nem lembra o Roberto Carlos dos tempos do tetra, Ronaldinho Gaúcho retomou o auge técnico tarde demais e os meninos da Vila (ainda) não têm experiência em competições internacionais.

2) Raiva contra a imprensa
Na preparação antes e durante a Copa da África do Sul, Dunga acertou ao proibir uma bajulação jornalística em torno dos atletas semelhante à vista em 2006 e tratar todos os veículos de comunicação em igualdade de condições, sem privilégios especiais. Porém, o treinador errou feio quando perdeu mais tempo destilando sua raiva na imprensa em geral - como se todos os jornalistas estivessem contra ele (santa paranoia, Batman!) - do que estudando o plantel à procura de possíveis falhas técnicas e táticas que poderiam corrigidas a tempo. Agindo desse jeito, ele passou a todo mundo a impressão de ser um tanto radical, antipático, temperamental e arrogante.

3) Descontrole emocional
Um jogador de futebol precisa se preparar fisica e técnicamente por quatro anos para disputar uma Copa do Mundo. Para sair do torneio pela porta dos fundos, basta perder a cabeça - exatamente o que não poderia ter ocorrido aos jogadores brasileiros no jogo contra a Holanda, mas aconteceu. Apesar de ter aberto o placar, Robinho escolheu uma péssima hora para bancar o valentão e sumiu no 2º tempo. Felipe Melo, que deu um belo passe para o jogador do Santos marcar o gol ainda no 1º tempo, agiu pior na etapa complementar: meteu o pé em Robben e saiu de cena com o cartão vermelho. É verdade que a arbitragem não ajudou muito, especialmente quando engolia as encenações dos holandeses em campo, mas isso não justifica o desequilíbrio emocional. A Seleção abriu mão do foco quando mais precisava dele e pagou caro.

4) Mundos paralelos
Embora tivesse a boa intenção de evitar o clima de total libertinagem visto quatro anos atrás, Dunga exagerou na dose. Manteve os seus comandados absolutamente longe de tudo e de todos. Os torcedores deixarão a África sem uma única foto ou autógrafo dos ídolos, que por sua vez sequer poderiam trazer familiares à concentração. Acredita-se que tanto tempo de isolamento contribuiu para a desesruturação emocional dos jogadores.

5) Confiança demais em um atleta
Até estrear nesta Copa, a criatividade das jogadas brasileiras se devia, em grande parte, às boas atuações de Kaká. Só que o craque do Real Madrid chegou à África do Sul longe da condição física ideal. Resultado: o cara não jogou 100% neste Mundial, embora tenha prestado boas assistências para alguns gols da Seleção, e sai da competição sem um único tento em solo africano.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Paraguai já faturou a Copa das Musas

Muito provavelmente o Paraguai não passará pela Espanha no próximo sábado (03/07), mas já poderá voltar da África do Sul com a faixa de campeão no quesito beleza feminina. Larissa Riquelme, uma modelo nascida e bastante conhecida naquele país, foi escolhida a Musa da Copa deste ano. A julgar pelos atributos Jabulínicos que podem ser conferidos na imagem a seguir, dificilmente a moça passaria batida nas arquibancadas e na Internet.


Imagem estraída do Folha Online
 
Quem quiser apreciar mais imagens da musa guarani dá uma passadinha no álbum disponível no Folha Online.