quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Jogador do Qatar pode ter perdido gol mais incrível da história

Em uma partida entre as seleções de Qatar e do Uzbequistão, um jovem atacante do time do Oriente Médio, Fahad Khalfan, tinha tudo para marcar um golaço a favor de sua equipe. Primeiro, roubou a bola em um momento de desatenção do zagueiro adversário. Depois, manteve a posse com uma furada do goleiro. Ao final, só precisava empurrar a redonda para o fundo da rede. Gol? Por incrível que pareça, não! Após a excelente jogada, Khalfan conseguiu a proeza de acertar a trave e, portanto, pode ter protagonizado o gol perdido mais incrível da história do planeta bola.


Um "lance" que merecia entrar para a galeria dos gols mais perdidos de todos os tempos.

Por que tirar os cartórios judiciais baianos das mãos do Estado

A Bahia conta com cerca de 500 cartórios, mas os cidadãos têm de lidar com duas verdades incontestes sobre essas repartições do Judiciário: são as únicas estatizadas do País (em outros Estados, já passaram para a iniciativa privada) e, de longe, as piores em termos de atendimento ao usuário de seus serviços. Há um bom tempo tramita na Assembleia Legislativa um projeto de lei para privatizar os cartórios, mas o texto original sofreu até agora 134 emendas e, portanto, ainda não há um consenso em torno do assunto.
Enquanto os deputados estaduais e o Tribunal de Justiça baianos ainda discutem, não vou perder tempo e soltar logo meu pitaco: privatizem logo! Por mais que o pessoal antiprivatização demonizem a ideia, defendo que o Estado sairá ganhando com essa medida - e em dobro. O dinheiro que cai no bolso de maus servidores do Judiciários poderia muito bem ser aplicado na contratação de uma empresa privada via licitação para administrar os cartórios. E, de quebra, o Estado ainda recolhe tributos. Bem mais vantajoso, não? Assim pensaram unidades federativas como São Paulo e Rio Grande do Sul, onde os serviços valem o imposto pago. Enquanto isso, o contribuinte baiano sustenta uma carga tributária de nível europeu para ser atendido em nível africano.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Baixaria entre Serra e Dilma com os dias contados

Amanhã à noite, a TV Globo sediará o último debate entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) antes das eleições. Ao contrário do que aconteceu em todos os embates anteriores, o duelo abrigado pela emissora carioca repetirá a tradição de não deixar que os candidatos ao cargo máximo do Poder Executivo no País façam perguntas um para o outro. Em vez disso, os postulantes responderão a perguntas feitas por eleitores indecisos levados ao auditório. Desta forma, a Vênus Platinada pretende concentrar o duelo nos programas de governo - e não nas diferenças partidárias e pessoais - dos dois presidenciáveis.
A única parte chata da história é que, muito antes da realização do debate na Globo, as perguntas dos eleitores passarão por um crivo prévio, o que pode em tese eliminar totalmente qualquer chance de despertar uma rixa entre a garota-dos-olhos de Lula e o ex-governador de São Paulo, mas acaba com a espontaneidade do evento. De qualquer forma, vale a pena conferir.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sugestões de reforma na lei eleitoral

A batalha eleitoral deste ano mal entrou no 2° e decisivo round - tanto para os presidenciáveis Serra e Dilma quanto para os candidatos que ainda podem sonhar em pisar no palácio de seus respectivos Estados - e já começo a ter ideias de como o TSE poderia tornar o dever cívico do voto mais interessante (e menos massante, diga-se de passagem) para os cidadãos:

Voto facultativo 
O Brasil deve ser mesmo um dos únicos (senão, o único!) lugares do mundo onde o cidadão é obrigado por lei a exercer o direito ao voto. Em outros países, as pessoas comparecem às urnas por livre e espontânea vontade. Logo, por que não dar ao brasileiro a possibilidade de decidir participar ou não do exercício democrático? Obviamente alguém me aparece com uma conversa do tipo "Se o voto não for mais obrigatório, muita gente vai deixar de votar". E daí? As eleições seguem a mesma lógica das reuniões de condomínio - quem não dá as caras não vai poder reclamar do resultado. E ponto final.

Nada de carros de som e lixo eleitoral
Acho que a lei eleitoral deveria limitar a propaganda a TV, rádio, jornal, revista e internet. Já está de bom tamanho para o eleitor conhecer as propostas e eleger aquelas que julgar mais importantes para a sua cidade, região, Estado e país. O som automotivo, além de somente repetir o que já está divulgado, é utilizado de forma abusiva em muitos casos, como se todo mundo fosse obrigado a conviver com tamanha barulheira. Ressalte-se ainda que seria proibida a distribuição de santinhos e colas, que quase sempre têm destino certo - as vias públicas.

Pesquisas de intenção, nem pensar
As pesquisas de opinião não têm tido outra utilidade a não ser influenciar o voto dos menos esclarecidos, que não possuem condições de se informar melhor sobre os candidatos e, por isso, tendem a votar somente no camarada que lidera as intenções de voto. Mencione-se ainda que os institutos de pesquisa em geral são entidades privadas, isto é, poderiam manipular os dados ao gosto do cliente.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dilma X Serra: o confronto ainda não terminou

Quebraram a cara todos os petistas que previam uma vitória incontestável de Dilma Rousseff logo no 1º turno. Ao contrário do que apontavam as pesquisas de intenção de voto, a escolhida de Lula perdeu pontos e teve de se contentar com pouco mais de 46%, enquanto seus principais adversários, José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), esbanjavam um crescimento em relação ao que previam o Datafolha, o IBOPE e companhia limitada. O tucano tinha 28% de intenção e terminou o round inicial com 35% (chegou a estar com 37% durante a apuração). Já a ex-ministra do Meio Ambiente saiu dos 11% de intenção e atingiu incríveis 20%, mostrando aos eleitores que não era uma aventureira qualquer.
Resumo da ópera: o PT, que já se imaginava eleito por antecipação, terá de continuar trabalhando. Os tucanos ganham uma excelente chance de revisar sua estratégia eleitoreira, com direito a tentar atrair a simpatia dos eleitores de Marina Silva. Até o dia da votação do 2º turno (31/10), aguentemos mais propaganda na TV e carros de som com decibéis nas alturas...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Um dia da caça, outro do caçador

Perdeu a aposta quem achou que Neymar, a estrela-mor do Santos, estaria fora de ação por mais um tempinho para aprender a lição. De ontem para hoje, a diretoria do clube resolveu dispensar Dorival por este ter afastado o jovem atacante de mais um jogo, diante do Corinthians (a partir das 21h45 de hoje), contrariando uma decisão dos dirigentes segundo a qual o garoto estaria garantido no clássico paulista. Quem assume o lugar do ex-treinador durante a partida é Marcelo Martelotte, técnico da equipe sub-23.
Faço das opiniões de José Ilan e Marcelo Barreto, ambos do Globoesporte.com, as minhas: o Santos está deixando de ser o grande clube que revelou Pelé - o maior jogador de todos os tempos - para se tornar o Neymar Futebol Clube, com um time composto não por 11 atletas, mas por um só, Neymar - o maior craque-problema das últimas semanas. Para sorte dos torcedores que apreciam o futebol-arte, jogadores rebeldes não costumam durar muito no planeta bola. Abre o olho, Neymala!


P.S.: nem tudo está perdido para Dorival Jr. O ex-comandante da Vila Belmiro despertou a atenção do São Paulo. Se for para lá, o treinador enfim resgatará o costume de lidar com adultos e não com moleques que se acham os reis da Baixada Santista (se é que algum dia chegarão aos pés de Pelé).

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Duplicação, sozinha, não torna a rodovia Ilhéus-Itabuna mais segura

No final de setembro, Lula virá a Itabuna para assinar a ordem de serviço para a tão sonhada e prometida duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna. Dentre os benefícios dessa empreitada, muita gente gosta de exaltar a possibilidade de maior segurança no trecho da BR-415 que liga as duas cidades, dada a absurda frequência de acidentes automobilísticos ocorridos nos últimos anos.
Esse pessoal que me perdoe, mas duplicar a rodovia por si só não é suficiente para torná-la mais segura. As estatísticas mostram que a maioria das colisões acontece nas estradas em bom estado de conservação e à luz do dia. Isso significa que o asfalto, por si só, não merece a menor culpa pelas tragédias. O maior problema está mesmo entre o banco do motorista e o volante. É aquele camarada que ultrapassa outro veículo de forma irregular, dirige acima da velocidade máxima permitida, ingere bebidas alcoólicas antes de dirigir, entre outras barbaridades que não raro estragam as coisas para o seu lado - e o de outros cidadãos, atingidos pela sua irresponsabilidade na direção do carro.