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domingo, 28 de abril de 2019

[CINEMA] Vingadores: Ultimato


A saga dos Super-Heróis Mais Poderosos da Terra no cinema atinge o seu ápice em Vingadores: Ultimato, que chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira (25/04). O 22º título do UCM (Universo Cinematográfico da Marvel) cumpre bem o seu papel de encerrar um fabuloso ciclo que teve início há 11 anos, com o primeiro Homem de Ferro, além de prestar uma bela homenagem à própria franquia com uma coleção de referências vasta o bastante para enlouquecer o Capitão América.
Sequência direta de Guerra Infinita, o novo longa se passa algumas semanas após Thanos concretizar seu plano de eliminar metade da população do universo, o que incluiu defensores do quilate do Homem-Aranha, Doutor Estranho e Pantera Negra. Os Vingadores originais e alguns aliados sobreviventes do estalar de dedos decidem acertar as contas com o grande inimigo e, de quebra, restaurar a ordem natural das coisas com as Joias do Infinito. A equipe contará com o providencial apoio da Capitã Marvel, mas a missão não será fácil: o Titã Louco ainda tem as Joias do Infinito à sua disposição e nada garante que todo mundo volte para casa são e salvo...
Mais do que narrar a epopeia de um grupo de super-heróis dispostos a tudo para reverter a destruição causada pela loucura de um supervilão, Ultimato se propõe a retribuir o carinho do público que acompanha as histórias do UCM desde 2008, além de marcar a despedida da maioria dos protagonistas, especialmente em se tratando da Santa Trindade da Marvel (Capitão América, Homem de Ferro e Thor), enquanto outros personagens igualmente queridos continuarão dando as caras na franquia, seja em filmes individuais seja em séries a serem lançadas no serviço de streaming da Disney. O longa ainda leva o espectador a reviver cenas clássicas de títulos prévios sob um novo ângulo e está repleto de easter eggs referentes a momentos importantes das HQs, com direito à última aparição do lendário Stan Lee na franquia. A quarta e última aventura dos Vingadores chega a apresentar algumas situações que podem não agradar os fãs mais exigentes, mas nada que atrapalhe de verdade a conclusão épica de uma jornada iniciada com o primeiro filme solo de um bilionário excêntrico que resolveu salvar o mundo metido em uma armadura tecnológica.


Nota: 10


P.S.: em breve, publicarei minhas considerações sobre o provável futuro da franquia e seus personagens, mas vou logo avisando que o novo artigo conterá spoilers.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Gota D'Água: um belo monte de lorota

Há duas semanas circula na internet o vídeo do movimento Gota D'Água, criado com o intento de se opor à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no estado do Pará, e apoiado por atores da Rede Globo. Longe de questionar a filiação profissional dos envolvidos na militância, resolvi ver o outro lado da moeda pesquisar opiniões favoráveis (livres de qualquer influência político-partidária, entenda-se) à realização da obra e concluí - ainda que preliminarmente - que, por mais notável que seja a sua preocupação com a questão ambiental da coisa, o grupo carece de argumentos mais sólidos para questionar o projeto amazônico.

Ponto 1
Toda obra do porte da usina de Belo Monte necessariamente gera impactos ambientais. Não custa lembrar, por exemplo, que árvores tiveram de ser derrubadas para que pudéssemos morar em nossas casas ou nos locomover até a cidade mais próxima e visitar nossa família. O que se pode fazer é buscar soluções para reduzir ao máximo os danos (isso sim é importante!) que a central hidrelétrica causará à área onde será erguida.

Ponto 2
Outras formas de geração de energia elétrica se revelariam completamente inviáveis no meio da floresta. Parque eólico? Nem pensar! Ventos não são constantes por aquelas bandas. Ainda que o fossem, a estrutura consumiria muito mais dinheiro do que uma hidrelétrica e exigiria uma maior área de desmatamento. E podem tirar o cavalinho do sol: uma usina solar não funciona à noite, o que levaria à necessidade de armazenar a energia acumulada durante o dia em baterias, que têm vida útil e, portanto, seria um grande desafio procurar um lugar onde elas pudessem ser descartadas de forma segura e sem poluir as margens dos rios amazônicos.

Ponto 3
A Amazônia possui extensão aproximada de 5,5 milhões de km2. De acordo com o atual projeto, a usina alagará 516 km2, o que corresponde a 0,0000938% do território total. Já fazendeiros e madeireiros costumam desmatar cerca de 70.000 km2/ano, o que equivale a mais ou menos 1,27%. Ou seja, os desmatadores derrubam cerca de 13500 vezes mais árvores do que a central hidrelétrica, mas o pessoal do Gota D'Água prefere implicar com um projeto que, se concluído respeitando-se a legislação ambiental, trará desenvolvimento à Região Norte.

Ponto 4
A desapropriação ocasionada pela construção da usina de Belo Monte não merece e não pode ser relegada a segundo plano. Até aí concordo com as palavras dos integrantes do Gota D'Água, só que eles parecem não se lembrar (ou não querem que ninguém seja lembrado) que, no Rio de Janeiro, famílias perderão suas casas em virtude da ampliação das linhas de metrô e de ônibus para a Copa de 2014 e pouco se comenta sobre isso na mídia em geral.


Nada tenho contra quem se opõe à construção da nova usina hidrelétrica no Pará. Afinal, cada cidadão tem a liberdade de concordar ou não com determinado acontecimento pelos motivos que bem entender. O que não vale é tentar convencer a sociedade a desistir de algo que trará benefícios ao país apenas com base em números distorcidos ou meias verdades - ainda mais com o advento de artistas ligados a uma poderosa emissora de televisão.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sugestões de reforma na lei eleitoral

A batalha eleitoral deste ano mal entrou no 2° e decisivo round - tanto para os presidenciáveis Serra e Dilma quanto para os candidatos que ainda podem sonhar em pisar no palácio de seus respectivos Estados - e já começo a ter ideias de como o TSE poderia tornar o dever cívico do voto mais interessante (e menos massante, diga-se de passagem) para os cidadãos:

Voto facultativo 
O Brasil deve ser mesmo um dos únicos (senão, o único!) lugares do mundo onde o cidadão é obrigado por lei a exercer o direito ao voto. Em outros países, as pessoas comparecem às urnas por livre e espontânea vontade. Logo, por que não dar ao brasileiro a possibilidade de decidir participar ou não do exercício democrático? Obviamente alguém me aparece com uma conversa do tipo "Se o voto não for mais obrigatório, muita gente vai deixar de votar". E daí? As eleições seguem a mesma lógica das reuniões de condomínio - quem não dá as caras não vai poder reclamar do resultado. E ponto final.

Nada de carros de som e lixo eleitoral
Acho que a lei eleitoral deveria limitar a propaganda a TV, rádio, jornal, revista e internet. Já está de bom tamanho para o eleitor conhecer as propostas e eleger aquelas que julgar mais importantes para a sua cidade, região, Estado e país. O som automotivo, além de somente repetir o que já está divulgado, é utilizado de forma abusiva em muitos casos, como se todo mundo fosse obrigado a conviver com tamanha barulheira. Ressalte-se ainda que seria proibida a distribuição de santinhos e colas, que quase sempre têm destino certo - as vias públicas.

Pesquisas de intenção, nem pensar
As pesquisas de opinião não têm tido outra utilidade a não ser influenciar o voto dos menos esclarecidos, que não possuem condições de se informar melhor sobre os candidatos e, por isso, tendem a votar somente no camarada que lidera as intenções de voto. Mencione-se ainda que os institutos de pesquisa em geral são entidades privadas, isto é, poderiam manipular os dados ao gosto do cliente.