sábado, 13 de fevereiro de 2010

Dirija por você e pelos outros em Itabuna

A falta de educação de muitos motoristas em Itabuna justifica um dito popular segundo o qual o condutor precisa "dirigir por ele e pelos outros". Ontem à tarde, o pessoal do Política Et Cetera flagrou um motorista de caminhão invadindo a contramão da avenida Maria Olívia Rebouças para chegar mais rápido ao cruzamento de outra avenida, a Juracy Magalhães. Os veículos que trafegavam no sentido oposto que literalmente passassem por um aperto para satisfazer os caprichos do brucutu.
Os episódios de imprudência ao volante não se resumem a isso, infelizmente. Os irresponsáveis não se incomodam em fechar o colega (e ainda botar a culpa nele por uma eventual batida), passar o sinal vermelho, trafegar em sentido oposto ao permitido no local, parar em cima da faixa de pedestre, e por aí vai. Depois, vêm reclamar que o trânsito daqui é uma porcaria - por culpa das autoridades, e não deles próprios. Isso mostra uma coisa: o problema não é a infraestrutura urbana em si. É falha (pra não dizer "burrice") humana mesmo.

Lobo Mau: sucesso nos trios elétricos e na polêmica

O Carnaval de Salvador mal havia passado do primeiro dia quando teve sua primeira polêmica: o Lobo Mau. O conhecido vilão das histórias infantis (vide Chapeuzinho Vermelho e Três Porquinhos) empresta seu nome ao título de uma música, de autoria da banda O Báck, que já vinha fazendo um enorme sucesso na Bahia antes do início da folia momesca deste ano. O problema é que a canção retrata a besta de forma completamente diferente (e nada inocente) do que ocorre no conto da garotinha do capuz vermelho. Diz um dos (poucos) trechos: "[...] e o que você vai fazer? Vou te comer, vou te comer, vou te comer[..]".
Na quinta-feira (11/02), Tatau se recusou a cantar "Lobo Mau" quando solicitado por integrantes do bloco no qual se apresentava. O ex-vocalista do Ara Ketu, que participa de uma campanha do Ministério Público da Bahia contra a pedofilia, justificou o não atendimento aos fãs comentado que a música estimularia a prática de crimes sexuais contra as crianças. Enquanto isso, os irmãos que compõem o O Báck - Pisquila, Keno e Bombado - já fizeram ontem um dueto com Ivete Sangalo no circuito Dodô (Barra-Ondina) e foram convidados para tocar no camarote Expresso 2222, de Gilberto Gil. A empresária da banda, Lucy Bonfim, defende a música, argumentando que ela não chegaria a incentivar a pedofilia, muito embora não seja nada ingênua.


P.S.: enquanto a polêmica desenrola em torno da música "Lobo Mau", um outro hit baiano - "Rebolation", da banda Parangolé - continua rebolando de vento em popa nos trios elétricos, sem gerar qualquer buxixo, e segue como favoritíssimo a música do Carnaval baiano.

Ô vida fácil de celebridade brazuca no Carnaval...

Da coluna Zapping da versão online do jornal Folha de São Paulo:


Descendo do salto


Por falar em Carnaval do Rio, tem artista reclamando por não conseguir convites para os camarotes das cervejarias, que já estão cheios com as celebridades internacionais. 

Ou seja, todos os anos fica mais difícil para um artista brasileiro disputar uma vaga em um desses camarotes com um colega internacional, do naipe Paris Hilton, Gerard Butler, Madonna, etc.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ninguém gosta de mulheres no mundo da moda


Agora há pouco, enquanto navegava pelo site do jornal Folha de São Paulo, deparei-me com um artigo do colunista João Pereira Coutinho sobre os bastidores do São Paulo Fashion Week (SPFW). O autor se diz perplexo com o fato de muitas modelos ainda desfilarem com corpos dignos de uma legítima múmia egípcia. Segue abaixo a parte inicial do texto:

Não estive presente na São Paulo Fashion Week. Mas li sobre a matéria. Com fascínio. Com horror. Folheando virtualmente a imprensa americana, passei os olhos pela revista "New York" (não confundir com a "The New Yorker") e encontrei fotografia sobre o evento. Corrijo. Fotografia sobre os bastidores do evento.
Espetáculo admirável: meia dúzia de modelos mudando de roupa, oferecendo os corpos despidos a uma câmera fotográfica. Dizer que as modelos são magras é, se me permitem, um eufemismo. Magro sou eu. As modelos são esqueletos mórbidos com a pele dramaticamente colada aos ossos. Só faltam as moscas a rodear estes cadáveres adiados. Ou os abutres.



sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Utilidade Pública


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Seguro morreu de velho nos cartórios do Brasil

Quem trabalha em um cartório ou tabelionato sem nunca ter prestado concurso público vai ter de arranjar outro emprego. É que, recentemente, o Conselho Nacional de Justiça, capitaneado pelo ministro Gilson Dipp, resolveu anular a titularidade de mais de 7000 cartórios do país. A decisão foi baseada em uma resolução do órgão que prevê a vacância de serviços ocupados por indivíduos que não tiverem prestado serviço público.
Obviamente, o sindicato que representa a classe dos não-concursados vai reclamar de montão. Antes disso, porém, faço à categoria uma pergunta bem simples: "Vocês tiveram todo o tempo do mundo para prestar concursos públicos até conseguir uma vaga realmente efetiva, por que não estudaram para isso?".

PNDH-3: sobre aborto e crucifixos

Para complementar minha opinião sobre o PNDH-3 (Programa Nacional dos Direitos Humanos, 3ª Versão), publicada há cerca de 2 semanas, eu quero discutir sobre mais dois itens do documento que geraram muita discussão, especialmente por parte da Igreja Católica no Brasil:

Aborto: o documento apresenta uma proposta que consiste em descriminalizar o aborto, isto é, o Estado deixaria toda mulher completamente à vontade para decidir se quer ou não quer abortar, não importa o motivo. Ferrenha defensora do direito à vida, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) se opôs frontalmente ao projeto. Eu particularmente acho que a interrupção da gravidez deveria continuar sendo permitida apenas em caso de estupro ou quando a gestante é acometida por um problema de saúde que traga riscos a ela e ao bebê.

Símbolos religiosos: a CNBB também reclama que outro item do PNDH-3 pretende proibir a ostentação de símbolos religiosos nas repartições públicas federais. Os bispos alegam que a medida seria um atentado à liberdade religiosa prevista na Constituição Federal, mas provavelmente se esqueceram que um cidadão judeu, muçulmano ou evangélico se sentiria ofendido ao entrar em um prédio da União e se deparar com um crucifixo logo na recepção. Com tantos templos para manifestar seus ideais, a Igreja Católica bem que poderia deixar as repartições do Estado em paz, não?