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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Lobo Mau: sucesso nos trios elétricos e na polêmica

O Carnaval de Salvador mal havia passado do primeiro dia quando teve sua primeira polêmica: o Lobo Mau. O conhecido vilão das histórias infantis (vide Chapeuzinho Vermelho e Três Porquinhos) empresta seu nome ao título de uma música, de autoria da banda O Báck, que já vinha fazendo um enorme sucesso na Bahia antes do início da folia momesca deste ano. O problema é que a canção retrata a besta de forma completamente diferente (e nada inocente) do que ocorre no conto da garotinha do capuz vermelho. Diz um dos (poucos) trechos: "[...] e o que você vai fazer? Vou te comer, vou te comer, vou te comer[..]".
Na quinta-feira (11/02), Tatau se recusou a cantar "Lobo Mau" quando solicitado por integrantes do bloco no qual se apresentava. O ex-vocalista do Ara Ketu, que participa de uma campanha do Ministério Público da Bahia contra a pedofilia, justificou o não atendimento aos fãs comentado que a música estimularia a prática de crimes sexuais contra as crianças. Enquanto isso, os irmãos que compõem o O Báck - Pisquila, Keno e Bombado - já fizeram ontem um dueto com Ivete Sangalo no circuito Dodô (Barra-Ondina) e foram convidados para tocar no camarote Expresso 2222, de Gilberto Gil. A empresária da banda, Lucy Bonfim, defende a música, argumentando que ela não chegaria a incentivar a pedofilia, muito embora não seja nada ingênua.


P.S.: enquanto a polêmica desenrola em torno da música "Lobo Mau", um outro hit baiano - "Rebolation", da banda Parangolé - continua rebolando de vento em popa nos trios elétricos, sem gerar qualquer buxixo, e segue como favoritíssimo a música do Carnaval baiano.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

PNDH-3: Misto de revanchismo, censura editorial e incentivo à bandidagem rural

O ano de 2010 parecia ter começado bem para Lula, principalmente graças à praia de Inema (pertencente à Marinha e situada na Base Naval de Aratu, em Salvador), mas resolveu agraciar o presidente com o pepino do PNDH-3, como é conhecida a terceira versão do Plano Nacional de Direitos Humanos, idealizado desde o último mandato de Fernando Henrique Cardoso. Elaborado sob a supervisão de Paulo Vannuchi, ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos e um dos simpatizantes do esquerdismo radical no Brasil, o documento foi bombardeado por críticas vindas de militares, deputados federais e senadores da oposição, setores civis, igreja e até ministros da própria base governista. A bronca se deve ao fato de o programa conter alguns pontos polêmicos, dos quais pretendo elencar neste artigo apenas os três mais problemáticos, na minha opinião:

Comissão Nacional da Verdade: essa comissão tem o objetivo formal de investigar a violação de direitos humanos praticada durante a ditadura. Para isso, ela poderia acessar documentos que ajudassem a identificar os torturadores e interrogar militares sobre os crimes por eles praticados nos anos de chumbo. O problema é que esse item nada diz contra os esquerdistas, que também torturaram e mataram nesse período. A turma das Forças Armadas chiou muito.

Desocupação negociada: essa aí deixou os ruralistas de cabelos em pé. Como se já não bastasse as invasões dos sem-terra, os fazendeiros poderão ter mais uma dor de cabeça pela frente, se o projeto virar lei: em caso de uma invasão, em vez de procurar a Justiça, o dono do espaço invadido terá de bater uma prosa com um comitê formado obviamente por pessoas ligadas ao MST e movimentos congêneres.

Controle dos meios de comunicação: os órgãos de imprensa desceram a lenha no item do PNDH-3 que fala de uma espécie de controle social sobre rádio, jornal e TV. Os veículos de comunicação se submeteriam a uma espécie de controle editoral exercido pelo governo e poderiam sofrer penas, de multas até a perda da concessão, caso sejam descobertas informações que constituam uma "violação dos direitos humanos" (um eufemismo para qualquer coisa que desagrade a patrulha ideológica doapedeutismo - coisa de quem está doido para montar uma autocracia à la Chavez).



Resultado da ópera-bufa: Lula e sua trupe já levaram um primeiro tombo e terão de revisar esses e outros itens para acabar com a crise em torno do PNDH-3. A liberdade de expressão e o direito à propriedade privada estão salvos - por enquanto.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Michael Jackson continua mais vivo do que nunca

Até agora ninguém sabe se o corpo de Michael Jackson já foi enterrado em segredo ou ainda não tem um destino certo - embora muitos apontem o rancho de Neverland (em inglês, "Terra do Nunca"). O fato é que o cantor não para de gerar receita (venda de discos após sua morte), polêmica (os familiares tentam juntam uma grana pra bancar os custos do funeral-show) e agora teorias conspiratórias. Uma caribenha de 44 anos afirmou ter recebido uma visita do fantasma do música - em forma de uma sombra - enquanto ensinava alguns passos do astro pop aos filhos. Há alguns dias, circula no Youtube um vídeo no qual o CNN "jura" ter captado a alma de MJ passeando tranquilamente no interior de uma das casas de Neverland.

Travesti que se envolveu com Ronaldo morre em SP

Andréa Albertini, um dos travestis envolvidos em um escândalo com o atacante Ronaldo - hoje jogador do Corinthians - em abril do ano passado, morreu na manhã da última quinta-feira, na cidade de Mauá, interior de SP. A causa da morte não foi divulgada. O corpo deverá ser enterrado a partir das 10 horas no cemitério Santa Lídia.

Fonte 1
Fonte 2

Update 1: o velório de Albertini foi marcado por uma rápida confusão. Um irmão do falecido teria discutido com algumas pessoas presentes no local onde o corpo do travesti estava sendo velado.