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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Copa-2014: Grupos E e F definidos

DE VOLTA AOS TRILHOS - ARGENTINA 3 x 2 NIGÉRIA
Finalmente os argentinos se deram conta de que estão disputando uma Copa, ainda mais na casa do arquirrival Brasil. Melhor para os nossos vizinhos, que invadiram Porto Alegre aos montes e foram brindados com uma apresentação de gala de Messi. O time comandado por Alejandro Sabella inaugurou o placar já aos 2 minutos do primeiro tempo com o camisa 10 do Barcelona, mas sua frágil zaga havia aberto uma brecha para Musa empatar logo em seguida. Aos 46, o craque hermano recolocou sua equipe na vantagem, sem dar a menor chance para o bom goleiro Enyeama. 
Na etapa complementar, o filme se repetiu logo no início: Musa desfilou no sistema defensivo da Argentina e chutou no contrapé do goleiro Romero, deixando tudo igual. Três minutos depois, Rojo crava 3 x 2 para sua equipe, que consegue administrar o placar até o apito final. Líder inconteste da chave, a bicampeã mundial se prepara para enfrentar a Suíça no mata-mata. Mesmo derrotados, os africanos também carimbaram o passaporte para a próxima fase, na qual terão pela frente a França.


UM BANHO DE DESPEDIDA - BÓSNIA 3 x 1 IRÃ
Eliminada da competição desde a rodada anterior, a novata Bósnia-Herzegóvina não poderia fazer feio na Arena Fonte Nova, palco das maiores goleadas vistas na Copa até agora. E cumpriu com dignidade seu último adeus, com mais posse de bola e criando mais chances, enquanto os iranianos, que avançariam às oitavas caso vencessem o duelo (pois a Nigéria viria a perder para a Argentina em Porto Alegre), adotaram um esquema defensivo, na esperança surpreender os europeus nos contragolpes. 
Os bósnios abriram o placar com seu principal jogador, Dzeko, aos 22 minutos do primeiro tempo e tomaram somente alguns sustos do Irã, que pecava pelas más finalizações. Na segunda etapa, Panjic ampliou a vantagem. Aos 36 minutos, Reza chegou a reacender a chama da esperança da equipe do Oriente Médio, mas Vrsaevic jogaria a última pá de cal sobre os adversários dois minutos depois. Saldo final: mais uma chuva de gols no estádio baiano, apesar do público inferior ao dos jogos anteriores ali realizados, e duas seleções se despedindo do Mundial no Brasil.


DE BARRIGA CHEIA - FRANÇA 0 x 0 EQUADOR
Previamente garantida no mata-mata, a França entrou em campo aparentemente desinteressada em balançar a rede adversária, à exceção de Benzema, que tentou mas ainda não alcançou Neymar e Messi na artilharia da Copa. O Maracanã não merecia um jogo tão monótono que o Equador tentou esquentar com muito mais vontade que o misto de titulares e reservas dos saciados Bleus, embora ciente de que matematicamente voltaria para casa mais cedo por causa da vitória da Suíça. 
Os franceses iniciam o mata-mata contra a Nigéria, e é bom que eles já tenham despertado da sonolência para não serem atropelados pelos velozes jogadores do time africano. Aos equatorianos, única seleção sul-americana a não seguir em frente (ao contrário de Brasil, Chile, Colômbia, Uruguai e Argentina), resta agradecer por terem disputado mais um Mundial.


OLHA O CANIVETE! - SUÍÇA 3 x 0 HONDURAS
Na última Copa, a Suíça encerrava a fase de grupos com Honduras, com a qual empatou sem gols e se despediu com antecedência da África do Sul. Hoje, o time europeu reencontrou os centro-americanos exatamente no mesmo cenário (última rodada da primeira fase), mas Shaqiri tratou de escrever uma história diferente para seu país. Assinalando os 3 gols da partida (2 no primeiro tempo e 1 no segundo), o camisa 23 avisava que seus compatriotas também sabem atacar. A La Nati, uma das 16 felizardas do Mundial, iniciará a batalha no mata-mata contra  Messi, Higuaín, Di María, Aguero e companhia.

domingo, 22 de junho de 2014

Copa-2014: Classificação no sufoco, empate heróico e fim de jejum

CLASSIFICAÇÃO NO SUFOCO - ARGENTINA 1 x 0 IRÃ
Mais uma vez os hermanos, que ainda não encantaram na Copa até o momento, foram salvos por Messi. Sofreram um bocado com a simples e eficiente defesa iraniana, que conseguiu anular o já desanimado quadrado mágico da Argentina. Empolgados com a apatia do rival sul-americano, os asiáticos começaram a partir para o ataque, principalmente no 2º tempo. Poderiam até ter aberto o placar, não fossem o árbitro trapalhão, que deixou de assinalar um pênalti de Zabaleta em Dejagah, e a falta de pontaria dos esforçados atacantes. O resultado caminhava para um merecidíssimo empate sem gols quando, no finalzinho, um certo camisa 10 do Barcelona, que ficou apagado o jogo inteiro, só precisou de um chute bem colocado para anotar a segunda vitória de seu time - e, de quebra, a classificação antecipada às oitavas de final. Um triunfo incompatível com o desempenho dos argentinos no Mineirão, mas sabe como é: futebol tem dessas coisas...


EMPATE HERÓICO - ALEMANHA 2 x 2 GANA
Em Fortaleza, alemães e ganeses protagonizaram o empate mais emocionante (e empolgante) até agora na Copa. Após um primeiro tempo mais de estudo que de exercício, o placar foi inaugurado por Gotze, aos 6 minutos da etapa complementar. Aproveitando-se de uma certa bagunça da defesa germânica, Gana igualou o marcador logo depois, com Ayew, e não demorou a reverter a vantagem com Asamoah Gyan. Quem achou que os germânicos ficariam desesperados ficou boquiaberto com a calma e paciência do time europeu, que chegaria ao empate com Miroslav Klose. O atacante reserva agora divide com Ronaldo a maior artilharia em Copas (15 gols).
Situação atual: A Alemanha só precisa de um empate com os EUA na rodada final de grupos para chegar ao mata-mata, enquanto Gana terá de suar a camisa para ganhar bem dos lusitanos e, ainda por cima, torcer por um tropeço germânico ou ianque, a depender do resultado da partida entre EUA e Portugal hoje à noite, na Arena da Amazônia.


FIM DE JEJUM - NIGÉRIA 1 x 0 BÓSNIA
Desde a Copa de 1998 a Nigéria não vencia em Copas do Mundo. Encerrou o tabu ontem à noite, na Arena Pantanal, anotando o único gol da partida, com Odemwingie, ainda aos 29 minutos da etapa inicial, com direito a mais uma polêmica de arbitragem neste Mundial: nove minutos antes, Dzeko havia aberto o placar para os bósnios, porém o lance foi mal anulado pelo juiz. Desesperada, a seleção dos Balcãs chegou a utilizar todas as substituições a que tinha direito e quase igualou o placar - o que ainda a manteria viva na fase de grupos - aos 30 minutos do segundo tempo, quando Dzeko tentou finalizar e a bola, mascada, foi desviada a tempo pelo atento goleiro nigeriano Enyeama. 
Situação atual: ainda vivas na Copa, as Superáguias dependem apenas de um empate com a classificada Argentina na última rodada de grupos, em Porto Alegre. Já despachada do torneio, a debutante Bósnia-Herzegovina terá de se contentar com a possibilidade de pelo menos fazer bonito em Salvador no jogo contra o Irã, que por sua ainda pode sonhar matematicamente com o avanço à fase eliminatória.

domingo, 15 de junho de 2014

Copa-2014: análise do 4º dia (15/06)

PONTEIROS AJUSTADOS
Na primeira partida do Grupo E, a Suíça mais uma vez comprovou a fama de chatíssima na defesa. Longes da altitude caseira, os equatorianos se viraram na raça para inaugurar o placar com Enner Valencia aos 21 minutos do 1º tempo. Só que o time europeu, frio como sempre, não se abalou com o revés e, logo no comecinho da etapa complementar, aos dois minutos, Mehmedi aproveitou um escanteio para igualar as coisas de cabeça. A partir daí, a partida se transformou em um verdadeiro trabalho de ataque contra defesa e caminhava para o primeiro empate na Copa até que Arroyo, do Equador, tentou fechar a conta a favor de sua equipe. O meia, porém, demorou demais e foi facilmente desarmado por Behrami, que armou um contragolpe daqueles lançando a bola para Rodríguez, que por sua vez cruzou para Seferovic confirmar a virada suíça e o placar final, 2 a 1. A La Nati encara sua próxima rival, a França, na próxima sexta-feira, na Arena Fonte Nova. Os sul-americanos tentarão se recuperar da revés diante de Honduras na Arena da Baixada.


XÔ URUCUBACA!
Até que enfim os franceses voltaram a estrear em uma Copa com vitória, o que não acontecia desde o Mundial de 1998, no próprio quintal. Nem mesmo um problema no sistema de áudio, que impediu a execução dos hinos de ambas as seleções, freou o ímpeto dos Le Bleus. O destaque da partida vai para Karim Benzema, autor de dois dos três gols da equipe europeia sobre Honduras no Estádio Beira-Rio. Teoricamente, o tento restante também caberia ao habilidoso atacante do Real Madrid, porém o árbitro da partida, Sandro Meira Ricci, validou o lance como gol contra do goleiro Valladares, que havia tentando tirar a bola sem sucesso - e a tecnologia goal-line estava lá para atestar, sem brecha para dúvidas, que a redonda realmente havia passado da linha. A França agora tem moral para brigar com a retranqueira Suíça em Salvador, na próxima sexta-feira. Por sua vez, Honduras enfrenta o Equador no mesmo dia, em Curitiba.


MESSI E MARACANÃ: SINTONIA PERFEITA
Como eu previa anteriormente, a Argentina não teria vida fácil contra a novata Bósnia-Herzegovina no Maracanã. E realmente não teve. Tanto é que, logo aos 2 minutos da etapa inicial, o placar só foi aberto a favor dos hermanos porque a bola bateu no defensor Kolasinac antes de entrar na rede dos europeus. Depois disso, os comandados de Sabela passaram o primeiro tempo se acomodando em um estilo menos ofensivo, enquanto os rivais lhes exerciam grande pressão.
No segundo tempo, porém, Messi acordaria completamente do marasmo, assim como o restante da equipe, e mostrou ao público presente no estádio carioca porque ainda merece ser respeitado pela genialidade. Tabelando com Higuain, o camisa 10 do Barcelona deixou dois marcadores no chão e chutou colocado, sem chance para o goleiro Begovic - 2 a 0 para a Argentina. Aos 39 minutos, Ibisevic descontou para os compatriotas, que não pararam de lutar até o fim.
Líderes provisórios do Grupo F, os argentinos jogam a próxima rodada da fase de grupos contra o Irã no sábado, no Mineirão. Os bósnios, que jogaram bem para uma seleção cujo país enfrentou uma violenta guerra civil no final do século passado, lutarão pela primeira vitória diante da Nigéria no mesmo dia, na Arena Pantanal. Vale lembrar que iranianos e nigerianos ainda fecharão a 1ª rodada da chave amanhã, às 16:00, na Arena da Baixada.


COPA DOS GOLS
Eis uma boa razão para atestar que estamos vivenciando a Copa das Copas: todas as partidas realizadas até aqui resultaram na vitória de um dos lados. E, por enquanto, a média de gols por jogo (3,36) registrada no momento tem superado a da última Copa (2,26). Ainda não tivemos um só empate neste Mundial, o que significa que cada seleção tem buscado sempre o triunfo sobre seus respectivos adversários e nem sonha em apenas igualar o placar. Todo mundo - de torcedores aos atletas - sai ganhando com isso.