quinta-feira, 18 de abril de 2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Cadeia para todas as idades
Victor Hugo Deppman, universitário de 19 anos morto por um assaltante que completa 18 anos hoje, não foi a primeira vítima de crimes praticados por menores deliquentes. E, infelizmente, a julgar pelas atuais circunstâncias, não terá sido a última. Até que a população e seus representantes lotados no Congresso Nacional se mobilizem para atualizar uma legislação ultrapassada, baseada na falsa premissa de que crianças e adolescentes são demasiadamente imaturos para se tornarem responsáveis por seus atos, continuaremos sendo roubados, agredidos e mortos por esses vagabundinhos que demonstram total desprezo à vida humana e exibem o maior sorrisão quando saem da delegacia pela porta da frente porque têm absoluta certeza de que não serão rigorosamente punidos por seus delitos (na melhor das hipóteses, cumprirão 3 anos de medidas sócioeducativas nas tais Casas do Menor - se para lá forem!) e contam com a providencial assistência de panacas travestidos de defensores dos Direitos Humanos, que em tese deveriam se preocupar primeiro com os familiares das vítimas.
Os legisladores deveriam acabar logo como essa palhaçada conhecida como maioridade penal: já que não adianta diminuir a idade mínima para responsabilidade criminal (se criminosos pudessem ser processados a partir de, digamos, 16 anos, moleques de 12 ou 13 anos continuariam intocáveis pela lei), extingui-la por completo
seria a melhor alternativa. Nesta abordagem, o Código Penal poderia muito bem adotar uma estratégia semelhante ao que ocorre em países europeus: quem comete crimes por lá - seja criança, seja adulto - por lá vai em cana e fim de conversa. Se for menor de idade, o réu cumpre medidas sócioeducativas em um reformatório até completar a maioridade civil, quando é encaminhado a uma penitenciária para cumprir o restante da pena. A delinquência juvenil no Brasil já atingiu níveis insuportáveis e exige meios de enfrentamento muito além do tradicional papo furado de quem insiste em priorizar os direitos da molecada bandida em detrimento da segurança dos cidadãos de bem. Perdoem-me pela franqueza, mas os menores infratores deixaram de ser vítimas inocentes das desigualdes sociais há muito tempo - eles são criminosos e têm de ser tratados como os adultos que neles habitam.
P.S.: para complementar, sugiro a leitura do texto "01, pede para acordar", de autoria do jornalista Marcel Leal. O artigo foi escrito em 2007, mas continua atual como nunca.
P.S.: para complementar, sugiro a leitura do texto "01, pede para acordar", de autoria do jornalista Marcel Leal. O artigo foi escrito em 2007, mas continua atual como nunca.
terça-feira, 26 de março de 2013
Seleção empaca mais uma vez...
Mais uma vez a Seleção continua sem vencer desde que Felipão reassumiu o comando. Ontem, teve de se contentar com um modorrento empate diante da Rússia em Londres. Um resultado, diga-se de passagem, que só foi possível aos 44 minutos, quando Fred contou com uma boa jogada de Marcelo e Hulk para igualar o placar e deixar as coisas menos complicadas para o selecionado, que estava perdendo para o país do Leste Europeu por 1x0, anotado por Fayzulin. E pensar que, ao final de um amistoso passado, contra a Itália, Neymar chegou a declarar que a Rússia compensaria a não vitória do escrete canarinho sobre a Squadra Azzurra...
Desde 2009, o Brasil não sabe o que é derrotar um rival de tradição. Até o momento, alegrou-se em abater adversários fraquíssimos que mais serviram para massagear o ego de Mano Menezes, o técnico anterior, do que para propriamente testar a força do time. A chegada de Scolari ao comando da equipe alimentou esperanças que mais tarde viriam a ser derrubadas pelo enorme abismo tático entre a Seleção campeã do mundo em 2002 e a Seleção de 11 anos depois, que sua para empatar com um oponente mediano. Estamos a 2 meses da próxima Copa das Confederações e a pouco mais de um ano do Mundial (ambas as competições em casa) e o atual treinador precisa realizar um milagre (jogador talentoso é o que não falta, mas ainda não temos conjunto...) para que não haja ainda mais fracassos no já combalido currículo do selecionado nacional.
ENEM: piada pronta na educação
O Exame Nacional do Ensino Médio só pode ter deixado de ser um instrumento de seleção de universitários para se transformar em um verdadeiro festival de anedotas. Não bastaram vazamento de gabarito ou tema de redação, folha de respostas com cabeçalho trocado e locais de prova informados incorretamente aos candidatos. Recentemente vieram à tona casos de alunos que cometeram erros grotescos de português (vide "trousse", "rasoavel" e "enchergar", entre outras derrapagens) na redação e ainda assim obtiveram nota máxima. E o que dizer de engraçadinhos agraciados com nota acima de 500 ao inserirem receita de macarrão instantâneo e hino de time de futebol?
Perdoem-me pela franqueza, mas penso que o certame virou uma premiação da mediocridade. Algo do tipo "escreva de qualquer jeito que você se dá bem", sabe? Só agora o Inep, autarquia que cuida da organização do ENEM, prometeu uma correção mais criteriosa das provas de redação - depois de afirmar com a boca cheia que os candidatos responsáveis pelos tais "deboches" não teriam fugido do tema e, portanto, não deveriam ser penalizados por isso. O ensino público já nos faz passar vergonha em comparação com países desenvolvidos e o governo federal ainda põe mais lenha na fogueira com todas essas trapalhadas em torno do exame. Aguardem as próximas lambanças oficiais...
Perdoem-me pela franqueza, mas penso que o certame virou uma premiação da mediocridade. Algo do tipo "escreva de qualquer jeito que você se dá bem", sabe? Só agora o Inep, autarquia que cuida da organização do ENEM, prometeu uma correção mais criteriosa das provas de redação - depois de afirmar com a boca cheia que os candidatos responsáveis pelos tais "deboches" não teriam fugido do tema e, portanto, não deveriam ser penalizados por isso. O ensino público já nos faz passar vergonha em comparação com países desenvolvidos e o governo federal ainda põe mais lenha na fogueira com todas essas trapalhadas em torno do exame. Aguardem as próximas lambanças oficiais...
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Combustíveis de uma tragédia anunciada
Com a providencial conivência da prefeitura, uma boate funcionava com o alvará vencido. Os proprietários não atentaram para a necessidade de garantir aos frequentadores um mínimo de segurança, o que explica a ausência de saídas de emergência e o uso de isolamento acústico composto de material inflamável. Para completar, um dos integrantes da banda que se apresentava numa madrugada de domingo acendeu um sinalizador em um lugar fechado e repleto de pessoas. A combinação explosiva da leniência do poder público local com a irresponsabilidade humana não poderia ter gerado outro resultado a não ser o incêndio que ceifou mais de 230 vidas na Kiss, uma casa noturna situada em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
Não pretendo apontar A, B ou C como o maior culpado pela tragédia (deixarei isso com a Justiça gaúcha), mas convenhamos que tanta coisa errada contribuiu para que muitas famílias santamarienses agora encarem o último final de semana como o pior de suas vidas. Mesmo os brasileiros que não perderam parentes ou amigos em meio às chamas não deixam de se comover com o fatídico episódio, que poderia ter ocorrido em qualquer outra cidade, dada a enorme quantidade de boates pelo Brasil que funcionam em condições tão adversas (ou até piores) quanto as denunciadas por aqueles que sobreviveram ao inferno na cidade gaúcha. Muito mais do que superar este momento tão difícil, precisamos exigir das autoridades e dos empresários do ramo um maior zelo às normas de segurança para evitar que esse tipo de ocorrência não volte a se concretizar, provocando tantas mortes desnecessárias.
Não pretendo apontar A, B ou C como o maior culpado pela tragédia (deixarei isso com a Justiça gaúcha), mas convenhamos que tanta coisa errada contribuiu para que muitas famílias santamarienses agora encarem o último final de semana como o pior de suas vidas. Mesmo os brasileiros que não perderam parentes ou amigos em meio às chamas não deixam de se comover com o fatídico episódio, que poderia ter ocorrido em qualquer outra cidade, dada a enorme quantidade de boates pelo Brasil que funcionam em condições tão adversas (ou até piores) quanto as denunciadas por aqueles que sobreviveram ao inferno na cidade gaúcha. Muito mais do que superar este momento tão difícil, precisamos exigir das autoridades e dos empresários do ramo um maior zelo às normas de segurança para evitar que esse tipo de ocorrência não volte a se concretizar, provocando tantas mortes desnecessárias.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Nem São Jorge salva o horário nobre da Globo
Com tantas situações forçadas (ex.: a heroína mequetrefe que localiza a líder da quadrilha de tráfico sexual no banheiro e, em vez de sair do local à francesa, resolve confrontá-la pessoalmente só para tomar uma injeção letal de graça no pescoço) que Glória Perez insiste em enfiar goela abaixo do público, "Salve Jorge" está mais um samba do crioulo doido do que qualquer outra coisa, porque até comédias pastelão possuem alguma lógica do enredo. É difícil acreditar que a novelista, já agraciada com um Emmy (uma espécie de Oscar da TV), tenha perdido a mão em seu mais recente trabalho. Enquanto isso, aqueles que resistem a aturar os elementos exagerados da trama ficam rezando para que a delegada-perua Helô resolva os casos rapidamente - ou até torcendo para que a quadrilha de Lívia dê cabo de todos os mocinhos da novela e tome chá de sumiço feliz da vida...
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
São Paulo campeão da Copa Sul-Americana: um título completo pela metade
O São Paulo conquistou com todo o mérito a Copa Sul-Americana ontem à noite, no Morumbi, mas a festa não foi tão completa como queriam os mais de 60 mil torcedores presentes na festa. Quem esperava uma apresentação de gala dos comandados de Ney Franco teve de se contentar com 2 gols, anotados por Lucas e Oswaldo, e os 45 minutos iniciais. Não que a equipe tenha caído de desempenho - muito pelo contrário, até rendeu bem melhor do que nos 90 minutos do jogo de ida, na Bombonera. O papel de estraga-prazeres coube ao argentino Tigre, cujos jogadores pareciam mais interessados em castigar fisicamente o adversário do quem em jogar bola. Como não estavam sabendo perder, os hermanos simplesmente se abrigaram no vestiário e se recusavam a entrar em campo para o início da etapa seguinte, sob a alegação de terem sido agredidos por seguranças e membros da comissão técnica do time da casa. Percebendo que a redonda não mais correria até os 90 minutos previstos, o árbitro não poderia ter tomado decisão mais sensata: decretou o término da partida na hora e, por tabela, a taça chegou às mãos dos tricolores.
Confusão à parte, é hora de apreciar novamente os gols que valeram o título sul-americano e, como bônus, o retorno do Soberano à Libertadores em 2013.
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