quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

São Paulo campeão da Copa Sul-Americana: um título completo pela metade

O São Paulo conquistou com todo o mérito a Copa Sul-Americana ontem à noite, no Morumbi, mas a festa não foi tão completa como queriam os mais de 60 mil torcedores presentes na festa. Quem esperava uma apresentação de gala dos comandados de Ney Franco teve de se contentar com 2 gols, anotados por Lucas e Oswaldo, e os 45 minutos iniciais. Não que a equipe tenha caído de desempenho - muito pelo contrário, até rendeu bem melhor do que nos 90 minutos do jogo de ida, na Bombonera. O papel de estraga-prazeres coube ao argentino Tigre, cujos jogadores pareciam mais interessados em castigar fisicamente o adversário do quem em jogar bola. Como não estavam sabendo perder, os hermanos simplesmente se abrigaram no vestiário e se recusavam a entrar em campo para o início da etapa seguinte, sob a alegação de terem sido agredidos por seguranças e membros da comissão técnica do time da casa. Percebendo que a redonda não mais correria até os 90 minutos previstos, o árbitro não poderia ter tomado decisão mais sensata: decretou o término da partida na hora e, por tabela, a taça chegou às mãos dos tricolores.
Confusão à parte, é hora de apreciar novamente os gols que valeram o título sul-americano e, como bônus, o retorno do Soberano à Libertadores em 2013.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Resultado final do embate eleitoral no sul da Bahia

Itabuna

Na mais disputada das eleições que Itabuna já teve, Vane do Renascer (PRB) foi o grande vencedor, com 1107 votos à frente de Capitão Azevedo (DEM), atual prefeito, e confirmou o costume que os itabunenses têm de não reeleger seus mandatários. O candidato da "onda verde" ainda entrou para a história política local como o 1° vereador conduzido diretamente ao Executivo. Em relação à Câmara, os eleitores fizeram uma verdadeira faxina, da qual apenas Ruy Machado (PTB) escapou, enquanto seus atuais colegas terão de arranjar outro emprego.

 
Ilhéus

Jabes Ribeiro (PP), ora elogiado ora contestado, vai matar as saudades da prefeitura local a partir de 2013. Se o Palácio Paranaguá não passa exatamente por uma renovação, com a Câmara a história é outra: a maioria dos atuais edis se despedirá do cargo em dezembro, enquanto novos vereadores representam a esperança de dias menos turbulentos na Terra da Gabriela.


Outras cidades

Itajuípe - Gilka Badaró
Canavieiras - Almir Melo
Coaraci - Josefina 
Ubaitaba - Beda 
Uruçuca - Fernanda  
Ibicaraí - Lenildo
Itororó - Marco Brito
Buerarema - Guima
Almadina - Gleide de Val
Aurelino Leal - Liu Andrade
Barro Preto - Jaqueline
Floresta Azul - Dra. Sandra
Iguaí - Murilo
Eunápolis - Neto Guerrieri
Itapetinga - José Carlos Moura
Pau Brasil - Dr. Alberto
Santa Cruz da Vitória - Jackson
Ubatã - Simeia de Expedito
Teixeira de Freitas - João Bosco

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Sinal dos tempos nas eleições baianas de 2012

Em Aurelino Leal, a turma do barulho tomou uma senhora ducha de água fria. A juíza da 70ª Zona Eleitoral, Fernanda Melo, proibiu a realização de carreatas e passeatas em atendimento a um pedido do MPE (Ministério Público Eleitoral), que observou agressões físicas, ameaças e demais casos de desrespeito às leis durante os eventos. Para divulgarem suas propostas, os candidatos que se contentem com comício, reunião ou bate-papo em locais fixos. Quem insistir em infernizar a população com som no volume máximo ou rojões pode levar uma mordida daquelas no bolso (R$ 50 mil), além de sofrer outras punições.

Fonte: A Região

Obs.: bem que um magistrado da 27ª ou da 28ª Zona poderia seguir o exemplo para acabar com a bagunça em Itabuna, cujo trânsito, já insuportável, atinge um patamar infernal quando os principais concorrentes à prefeitura resolvem passear pelas principais vias com seus respectivos séquitos.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Guia rápido para combate à compra de votos

Se algum candidato aparecer disposto a comprar seu voto, aqui vão algumas sugestões para combater tal prática:

Sugestão 1: uma vez na cabine, vote no candidato, tire uma foto da urna com a foto dele exibida na tela e guarde como prova (hehe).
Sugestão 2: faça a mesma coisa do item anterior, só que, em vez de confirmar a escolha do comprador de votos, corrija e vote em outro candidato.
Sugestão 3 (a melhor de todas): tome vergonha na sua cara e recuse no ato qualquer tipo de agrado na hora. Não se esqueça que a sua escolha é individual, mas as consequências para sua cidade serão gerais. Pense nisso! ;-)

O besteirol da censura paternalista

1) Em São Paulo, a Justiça mandou o YouTube tirar do ar o tal vídeo anti-islã. Perda de tempo: a absoluta maioria dos muçulmanos ignorou o filmeco ou, na melhor das hipóteses, protestou de forma pacífica, inclusive com apoio de fiéis de outras religiões. Em outras palavras: a própria imbecilidade do curta vai jogá-lo no esquecimento.
2) No Twitter, o deputado federal Protógenes Queiroz queria porque queria o filme Ted - cujo protagonista, um ursinho de pelúcia, consome drogas - bem longe das salas de cinema. Só esqueceu de comentar por que permitiu que o filho, de 11 anos, assistisse a um longa indicado para maiores de 16 anos...
3) O Iara (Instituto da Advocacia Racial e Ambiental) voltou a implicar com a obra de Monteiro Lobato. Depois de Caçadas de Pedrinho, foi a vez de Negrinha, que reúne mais de 20 contos do escritor, cair na mira da entidade, que acusa a presença de termos supostamente racistas. Tivessem dedicado mais tempo à leitura do livro do que à busca do politicamente correto, os paladinos de ocasião perceberiam que trata-se de um romance destinado ao público infantil e as tais palavras da discórdia não tinham naquela época o mesmo sentido pejorativo com que são empregadas hoje em dia.

O que os três episódios acima têm em comum? Foram protagonizados por gente que, na pura falta do que fazer, insiste nessa baboseira de querer determinar o que os cidadãos podem ou não ler, ouvir e assistir, como se eles ainda fossem crianças desprovidas de senso crítico e dependentes da tutela oficial o tempo todo. O que é bom para mim pode não sê-lo para você ou vice-versa. Simplesmente uma questão de gosto pessoal, que não depende da vontade estatal.
Por isso, a sociedade brasileira deve se mexer para evitar que os aspirantes a "cavaleiro dos bons costumes" continuem com a empreitada deles. Se nada for feito, daqui a pouco a Record deixará de exibir as peripércias do Pica-Pau porque "a ave vive passando a perna nos outros" ou o MEC mandará queimar exemplares de Capitães de Areia (Jorge Amado) porque, em uma das passagens, os moleques tentam violentar uma integrante do grupo...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ouro na empolgação, latão na realidade

Quatro anos atrás, em Pequim, o Brasil fechou a conta olímpica na 23ª posição. Ontem, o país encerrou sua participação nos Jogos de Londres subindo uma posição em comparação à edição anterior. E só. Uma evolução digna de traque ou bombinha. De nada adianta o governo e a imprensa fazerem a maior propaganda, prometendo uma chuva de ouros, se a maioria dos atletas não passa da rodada de estreia em suas respectivas modalidades. Não que eles tenham alguma culpa: sem uma infraestrutura adequada e acesso a todo o material necessário aos treinos, são poucos os esportistas que conseguem uma medalha (nem que seja de bronze), enquanto os concorrentes de outros países desfilam felizes da vida com suas fartas medalhas de ouro.
Mal passou a euforia das Olimpíadas na Terra da Rainha, é hora de retornar à dura realidade: muitos atletas, com ou sem medalha no peito, continuarão a depender da boa vontade de empresas privadas para não ter de custear as despesas de treinamento com o próprio bolso, enquanto os praticantes de modalidades mais populares continuam a receber as maiores fatias do bolo destinado ao esporte nacional. Se essa situação continuar do jeito que está, a nossa participação nos próximos Jogos tenderá a apenas sediar o evento e ver muitas medalhas de ouro parar na mão dos esportistas estrangeiros. 

sábado, 11 de agosto de 2012

O ouro nunca esteve tão perto...

Desde 1988 a seleção brasileira de futebol não chegava a uma final olímpica. E, nos Jogos deste ano, o caminho até a batalha final, a ser travada contra o México no mítico estádio de Wembley, nunca esteve tão escancarado. Os temidos Uruguai e Espanha, que prometiam cruzar nosso caminho no mata-mata, foram embora logo na fase de grupos. Já na fase eliminatória, hondurenhos e sul-coreanos não se intimidaram com a camisa amarela e chegaram a pressionar no início das suas respectivas partidas, mas o conjunto tupiniquim se saiu mais forte nesses confrontos.
O Brasil, tantas vezes campeão do mundo e das Américas, nunca saiu de uma Olimpíada com uma medalha de ouro no peito. Neymar, Hulk, Thiago Silva, Oscar, Alex Sandro, Pato e os demais comandados de Mano Menezes têm uma chance daquelas de conquistar o título que ainda falta ao currículo do escrete canarinho. Para isso, só precisam repetir o bom desempenho nos últimos jogos e dar um olé nos mexicanos, que também têm chances de se sagrar campeões em Londres.