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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Vão-se os celulares, ficam os bandidos

Desde a última segunda-feira (29/08) vigora em São Paulo uma lei que proíbe celulares dentro de agências bancárias instaladas na cidade. Apesar da nobre intenção de combater as famosas "saidinhas", essa medida corre um sério risco de se revelar totalmente inócua. 
Para começar, hoje em dia todo mundo precisa de celular para resolver suas pendências com uma certa agilidade, dada a correria cotidiana. Sem um aparelho móvel à mão, quem vai querer sair de uma fila para usar o orelhão mais próximo? Tenhamos em mente também que os bandidos continuarão se comunicando, desta vez por meio de gestos que possam ser vistos pelo vidro do banco. Não seria mais inteligente as autoridades melhorarem a segurança em torno das agências?

terça-feira, 26 de abril de 2011

Games violentos não fazem pessoas violentas

Ainda não se sabe ao certo o que levou o desempregado Wellington de Oliveira a tirar a vida de crianças inocentes em uma escola municipal da Zona Oeste do Rio de Janeiro, mas os jogos eletrônicos considerados violentos - do naipe Counter Strike, GTA, Hitman e por aí vai - já estão sendo tratados pela mídia como corresponsáveis por atitudes violentas como a do assassino de Realengo. No último domingo (24/04), por exemplo, o Domingo Espetacular, programa da Rede Record, pôs mais lenha na fogueira com uma matéria sugerindo que games violentos levariam crianças e adolescentes a agirem de forma agressiva em sociedade. 
Talvez isso seja válido até certo ponto (especialmente no caso de crianças e pré-adolescentes, cuja personalidade ainda está em formação e, por isso mesmo, necessita de uma certa atenção dos pais), mas ressalte-se que a violência presente nos games não necessariamente se reproduz na vida real com a virulência apontada pelos veículos de comunicação. Para tanto, um sujeito precisaria passar horas diante do PC (ou da TV, caso esteja operando um console como o Playstation 3 ou o Xbox 360) e, ainda por cima, apresentar algum problema mental. Não é o caso de milhões de jogadores, de ocasião ou profissionais, que se sentam diante do PC todos os dias para atirar nos inimigos - controlados seja pelo computador seja por outros usuários - e nem por isso se transformam em matadores desequilibrados como Wellington. Responsabilizar os jogos pela violência humana é o mesmo que admitir que um sujeito se tornaria um maníaco sexual só de assistir a filmes eróticos com muita frequência. Também seria de pouco efeito banir do comércio tais produtos, uma vez que eles cairiam nas mãos dos usuários de qualquer jeito, através da pirataria.
Em vez de demonizar os jogos violentos, a mídia deveria organizar uma campanha por mais segurança nas escolas públicas, às quais alunos oriundos de famílias desestruturadas e traficantes de drogas são muito mais assíduos do que eventuais atiradores psicóticos, e por uma assistência mental mais ampla à população, justamente para evitar que indivíduos problemáticos venham a cometer barbáries como a protagonizada  na escola municipal carioca há pouco mais de duas semanas. Não são os Counter Strike da vida que produzem atiradores psicóticos como Wellington ou os dois moleques suicidas que mataram 12 colegas e 1 professor no Instituto Columbine, nos Estados Unidos. Esses cidadãos já apresentavam uma certa desordem psiquica e, mesmo que não tivessem disparados tiros por horas a fio em uma arena virtual, teriam praticado suas respectivas atrocidades de uma forma ou de outra.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Brasil, um país cada vez mais selvagem

Ontem, um ajudante de cozinha morre com um tiro no peito porque se recusou a fechar a janela do ônibus. Mais tarde, traficantes puseram fogo em um micro-ônibus com passageiros dentro. Esses episódios, ambos ocorridos no Rio de Janeiro, mostram que a vida humana perde cada vez mais valor com o passar dos tempos. Hoje em dia qualquer coisa serve como desculpa para ofender, ferir ou até matar o próximo.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Carnaval de Salvador violento como sempre

Em 2010 não foi diferente. Muitos foliões continuam indo aos circuitos da festa soteropolitana somente para arranjar confusão, como o flagrante no vídeo abaixo, em que a turma da "pipoca" se estranhou com os cordeiros do bloco Yes, que desfilava na Barra.



Da última-quinta (11/02) até ontem, a Secretaria de Segurança Pública havia registrado 1027 ocorrências, a maioria delas no circuito Dodô (Barra-Ondina) - como de praxe. O circuito Batatinha, no Centro Histórico, foi o mais suportável, com apenas 27 casos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Pancadaria regada a chope em Itabuna


Está cada vez mais difícil curtir uma farra com a violência por todos os cantos. Prova disso foi a completa selvageria em que se transformou a Chopada Universitária, realizada no último sábado (19/09), na AABB (Associação Atlética do Banco do Brasil), situada no bairro São Judas, em Itabuna. Quem esperava curtir música e beijo se viu em meio a muita briga. Até rolou um tiroteio na saída do evento. As bandas que se apresentavam paravam de tocar diversas vezes para tentar acalmar o público, composto basicamente por estudantes universitários do eixo Ilhéus-Itabuna.
Segundo informações obtidas de quem esteve lá na hora da confusão, a violência não se restringiu aao clube. Em uma pracinha nas proximidades, o pau continuou comendo solto, principalmente entre arruaceiros vindos de bairros vizinhos como São Pedro e Zizo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Policial age como bandido e vai em cana em Itabuna

Ontem à tarde, em Itabuna, um policial militar de prenome Jackson envergonhou a corporação da qual faz parte ao roubar 7 mil reais de um jovem de aproximadamente 19 anos nas proximidades de um frigorífico no bairro de Fátima. Pois bem, a "ação" terminou mal para o próprio agente, preso em casa algumas horas após o ocorrido. Durante a madrugada, ele foi transferido para Salvador, onde ficará preso enquanto espera o julgamento.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Carro próprio virou negócio arriscado em Salvador

Para quem pretende adquirir um carro e, consequentemente, virar mais um no trânsito caótico em Salvador e redondezas, vai um registro da Cetel (Central de Telecomunicações das Polícias Militar e Civil da Bahia): 22 carros puxados desde a última quinta-feira (23/07) só na capital baiana. Desse total, 17 foram tomados de assalto. Portanto, antes de comprar seu tão sonhado possante, pense bem se vale a pena se estressar todos os dias, enfrentando congestionamentos e correndo risco de ter uma arma apontada pro rosto.